O caderno Imóveis da Gazeta do Povo do dia 29, traz uma página inteira dedicada ao Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, com destaque para as peças de Paulo Foggiato. Confira.
Exposição
Design paranaense em alta
Com 12 trabalhos expostos na mostra do 23º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (MCB), Paraná se destaca pela utilização de novos materiais, como bambu, e releituras de peças clássicas
Publicado em 29/11/2009 | Rafaela Bortolin, especial para a Gazeta do Povo
O design paranaense está em alta. Pelo menos é o que mostra a exposição do 23.º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (MCB), aberta ao público até o dia 17 de janeiro de 2010, no prédio do MCB, em São Paulo, e realizada com o objetivo de reconhecer e valorizar o design nacional. Este ano, o evento contou com 576 inscrições e foram selecionadas 69 peças entre mobiliários, utensílios e trabalhos escritos. Dessas, 12 são obras de designers ou empresas paranaenses, sendo que duas peças ficaram em segundo lugar e três obtiveram o primeiro lugar. “O Paraná realmente é um estado que se destaca pela experimentação de materiais e novas possibilidades de visual”, comenta Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB.
O grande campeão do evento foi o designer curitibano Paulo Foggiatto. Morando em Santa Catarina há três anos, Foggiatto recebeu uma premiação tripla: foram três primeiros lugares na categoria mobiliário com a Poltrona Bambu #5, a Cadeira Lapa e a Mesa Demoiselle. “Nos três casos, o objetivo foi fazer um projeto de linhas simples e leves, capaz de ser uma solução atual e inovadora para o mobiliário”, explica.
As três peças são todas em laminado de bambu, material conhecido por ser resistente e sustentável. Segundo o designer, uma das preocupações da Oré Brasil, empresa da qual é sócio e para quem foram criados os produtos, é não utilizar outras madeiras, principalmente madeira de lei, na composição das peças. “Quando você corta uma árvore, deixa um buraco na floresta que só vai se reestabelecer depois de décadas. No caso do bambu, o ciclo é muito mais curto e a retirada é menos danosa para a natureza”, afirma.
Sobre o visual das peças, o designer comenta que a preocupação foi criar produtos que privilegiassem a ergonometria, sendo leves e altamente resistentes sem deixar de lado o conforto. “Além disso, o projeto contemplou um desenho bonito e bastante agradável tanto para quem vê quanto para quem usa”, diz.
Poltrona Bambu #5 prezou pela ergonometria para trazer conforto (Fotos: Museu da Casa Brasileira/Divulgação)
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Tags: Gazeta do Povo, Oré na mídia, Paulo Foggiato, Prêmio Design
