Paulo Foggiato e Oré Brasil estão entre os destaques do Roteiro do ecodesign, na ultima edição da revista Casa Claudia. Veja que interessante.
Roteiro do ecodesign
Cresce o número de pessoas que optam por equipar a casa com móveis e objetos que apresentam baixo impacto ambiental em sua produção e privilegiam o uso de materiais renováveis. (…)
Relembrando o sucesso na Casa Cor 2009, assista o vídeo da Marcenaria Moderna que fala sobre a valorização do uso de materiais sustentáveis. Acompanhe os diversos ambientes e entrevistas com os profissionais que os desenvolveram. Destaque para as peças de Pedro Petry, feitas com madeira de demolição, e Paulo Foggiato, com os móveis em bambu.
A revista Obra & Arte, de São Paulo, publicou uma matéria muito interessante sobre produtos ecologicamente corretos. Entre os destaques está nossa mesa Jabuti. Confira abaixo.
Sua casa eco-friendly
Decore sua casa com produtos ecologicamente corretos
Buscar soluções para um mundo mais sustentável há tempos saiu da esfera pública. É cada vez mais desejável e bem vista a atitude de cada cidadão para uma vida ecologicamente correta. O mercado, percebendo esse nicho, vem apresentando novidades constantes para “deixar o local onde você mora mais verde”. Para ser “eco-friendly” você pode seguir alguns ensinamentos, como economizar água, energia elétrica, reciclar o lixo, etc., mas pode também aproveitar a enorme gama de produtos e objetos de decoração que são ecologicamente corretos. Além de deixar a casa mais bonita, você está contribuindo para a preservação do planeta. Confira os produtos que nós selecionamos.
Texto: Thais Otoni
Matéria-prima sustentável
Mesa Jabuti, da Oré Brasil, com design do arquiteto Paulo Foggiato. A base é em multilaminado de bambu e tampo de aglomerado de Pinus revestido com bambu. Para a empresa, o bambu representa a possibilidade de trabalhar com uma matéria-prima que pode ser explorada de maneira não predatória e sustentável.
Curitiba é sede da 3ª edição da Bienal Brasileira de Design, que acontece a partir de setembro deste ano. O evento tem como objetivo a difusão do design nacional e de sua contribuição para a sociedade, cultura e economia do país. A novidade para 2010 é que a Bienal acontecerá não somente em um único espaço, e sim em vários locais da cidade simultaneamente, incluindo espaços públicos movimentados.
O tema dessa edição é “Design, Inovação e Sustentabilidade”, que além de propor a mostra de exemplos de design sustentável, incentiva a reflexão sobre o tema. A participação da Oré Brasil já está confirmada, e não poderia ser diferente, visto que são estes os princípios que norteiam a empresa. “Para nós, termos sido selecionados para um evento como esse, além de uma conquista é uma grande honra.”, diz Bernardo Foggiato, diretor comercial da Oré.
Saiba mais sobre a Bienal Brasileira de Design aqui
Uma primeira minuta de acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e limitar o aumento da temperatura do planeta até 2050 aproximou as posições de negociação na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), realizada em Copenhague.
O documento, entregue às delegações dos 192 países que participam da cúpula nesta sexta-feira (11), prevê reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em até 95% em 2050, e limitar o aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.
“Os países terão que cooperar para que um aumento da média global de temperatura na Terra não exceda valores entre 1,5ºC e 2ºC acima dos níveis pré-industriais”, afirma o texto.
A comunidade científica considera que esse meio grau centígrado de diferença levaria a medidas muito onerosas e, por isso, já foi motivo de fortes debates na conferência e de rejeição pelos países ricos.
Além disso, os países industrializados terão que reduzir as emissões de CO2 entre 75% e mais de 95% até 2050, comparado aos níveis de 1990, segundo a minuta.
Foi apresentado, esta semana em Barcelona (Espanha), um sistema de armazenamento natural de dióxido de carbono (CO2), usando bambu como material principal na construção, de forma a promover vivendas sustentáveis. O projecto foi o vencedor do Prémio 2008 da Fundação Altran para a Inovação, segundo avançou o jornal «El Mundo».
Para além de reduzir a concentração de CO2 na atmosfera, será ainda uma mais valia para o negócio dos países produtores da cana, em países subdesenvolvidos. A criação é de Francisco Gallo e o sistema supõe a transformação do bambu em material moldável para a construção de elementos prefabricados que permitam levantar os edifícios com bastante rapidez.
O bambu pode absorver até 30 por cento mais de CO2 do que outros materiais normalmente usados nas construções e os benefícios deste novo negócio irá repercutir directamente na população produtora.
O criador explicou ao diário espanhol que as áreas limítrofes, onde cresce o bambu gigante, coincidem com as fronteiras de vários países tropicais subdesenvolvidos e para além de ser uma fonte de negócio, representa uma nova forma natural e rápida de construírem os seus próprios edifícios, até cinco pisos.
A primeira habitação deste género será construída em Pereira, na Colômbia, por volta de 2010 e, segundo Gallo, embora o valor inicial destas vivendas seja superior ao das casas tradicionais, aquilo que se economizará em energia acabará por compensar.
A revista Casa & Mercado traz uma reportagem sobre arquitetura e decoração em espaços hoteleiros.
“O bambu pode ser uma boa alternativa. No projeto de revitalização do Spa Lapinha, Maylin aplicou revestimentos, móveis e luminárias nesse material, que, além do aspecto leve e natural, é sustentável.”
Sustentabilidade
Outra questão para a qual a arquitetura hoteleira deve estar preparada é a sustentabilidade, com cada vez mais gente cobrando que a preocupação ambiental dos hotéis vá além do marketing e transpareça em práticas presentes desde a implantação dos edifícios. Isso é possível por meio da especificação de produtos mais econômicos, sistemas de geração de energia, captação de água pluvial e de materiais de acabamento certificados por instituições sérias. “Não se avalia mais só o impacto visual e a beleza, mas também a funcionalidade e o desempenho de cada um dos materiais e equipamentos ao longo da vida útil e toda a sinergia entre cada um deles e o meio ambiente”, afirma o consultor Gustavo Bueno Gomes. Segundo Gustavo, estarão em destaque hotéis com arquitetura integrada ao meio ambiente, mas também os que apliquem recursos recicláveis, renováveis e locais, reaproveitem a água e utilizem a iluminação e a ventilação naturais em seus ambientes.
Veja que legal o post que o publicitário Lee Swain fez em seu blog!
Sustentabilidade agora deixa de ser palavrão, e ganha reconhecimento no principal concurso de Design Brasileiro.
O uso do Bambu é a base dos projetos do designer Paulo Foggiato, que acaba de ter tres projetos premiados na 23º edição do MCB, concurso promovido pelo Museu da Casa Brasileira do Estado de São Paulo.
Além de altamente resistente, o laminado de bambu tem um ciclo de vida mais curto que a madeira, e sua produção ainda aproveita resíduos para a cobertura de paredes.
A prática da sustentabilidade, não mais o discurso ou a intenção, foi a tônica desta última premiação de design do Museu da Casa Brasileira. “A premiação desse projeto sinaliza um uso concreto de materiais que causam menos danos ao ambiente”, diz Giancarlo Latorraca, diretor técnico do museu.
Paulo Foggiato é arquiteto por formação e designer por paixão. Curitibano de nascença, mora em Campo Alegre-SC e desde 2006 vem pesquisando o uso do bambu em móveis e revestimentos .
É sócio e diretor de produtos da Oré Brasil, cuja linha de produtos leva sua assinatura.
Além disso, assina produtos para o Empório Beraldin, Plano de Luz, Salvatore, além de ter suas criações expostas no acervo do Prêmio Salão Design, Museu da Cadeira do Rio de Janeiro, e a partir de agora Museu da Casa Brasileira.
O Brasil passou por vários ciclos: o ciclo da cana de açúcar, do café e da borracha. Agora, para alguns ambientalistas, está chegando a vez do bambu.
Na movelaria
Acredita-se que 15% da floresta amazônica vira móveis, uma situação que pode mudar com a popularização dos móveis de bambu, poupando madeiras nobres e em extinção como cedro, jatobá e mogno. Além disso, usuários garantem que o contato físico com a leveza e a textura orgânica de um móvel de bambu é repousante e harmoniosa.
Para os budistas, o espaço entre os nós do bambu é um espaço de pureza, onde os deuses fazem sua morada e o seu som “afugenta maus espíritos”.
Matéria no jornal Folha de Londrina fala sobre as características do bambu, suas utilidades e vantagens para o meio ambiente.
Força, flexibilidade e leveza são algumas das características da planta e a colocam como excelente opção da alimentação à fabricação de inúmeros produtos
Num momento em que a preservação ambiental é prioridade no mundo, o bambu, planta rústica que tem uma infinidade de usos, se mostra uma boa alternativa. Conhecida no mundo inteiro como matéria-prima para artesanato, construções urbanas e rurais, alimentação animal e humana, a espécie desperta a atenção quando se fala no futuro do planeta. Como cresce de forma rápida, e emite brotos anualmente, a planta necessita de grande quantidade de carbono (50% da massa do bambu) e sequestra-o da atmosfera. Além disso, pode ser utilizado no reflorestamento de áreas devastadas. É ainda conhecido por suas propriedades de conservação do solo: as raízes dos bambus ”costuram” os solos, tornando-os compactos e coesos.